O Clamor do Cerrado – Projeto de Complementação de Carga Horária (Noturno)

O Estudante do 3° módulo do EJA do Ensino Médio produziu, durante as vivências do Projeto de Complementação de Carga Horária, um texto poético sobre o Cerrado, Bioma Brasileiro que foi apresentado por esta turma.


O CLAMOR DO CERRRADO – José Emenson (EJA, 3° módulo)

Peço-lhe licença, sou o Cerrado

Venho de longe para cá

Peço-lhe um pouco de tempo,

Para te falar, meu motivo, meu pesar

Minha tristeza no olhar, minha razão

Para aqui estar, para lhes mostrar o que quero

 

Fui um dos primeiros habitantes

Desse terra de Gigantes

Sou grande em Flora, Fauna, Serra,

Rios e Riquezas.

Hoje sou frágil, Estou morrendo…

Devido a ambição de pessoas sem noção

Sem compaixão, com tamanha exploração

Da coitada da natureza.

 

Sou Cerrado, sou vegetação, sou clima

Estação, moldado no central planalto

Sou solo vermelho e arenoso

E nos meu chapadões

Nascem árvores de casca dura

E galhos tortuosos, folhas multicolores

E peludas

 

Em minhas matas já viveram

Jacupembas, Tatus-bola

Papagaios e andorinhas

Nessa rica terra

Que por Deus foi lapidada.

 

Peço-lhe licença, num pedido de clemência

Pois preciso viver

Para que todos possam continuar a ver

O esplendor da minha Beleza.

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FELICO 2017 – Oficina de Culinária Popular

 

Sem trocadilho, a mais saborosa oficina do FELICO. Mediada pela merendeira Cristiane Leite produziu pratos típicos da região Nordeste e do período junino.

Durante os três dias da culminância do evento, os participantes vivenciaram a produção de tapioca, pipoca, pamonha de forno, mungunzá, maçã do amor, canjica, milho cozido, todas iguarias da nossa culinária regional.

Além do encaminhamento cultural, a oficina, com o viés da prática e da aplicação, revisitou tópicos de matemática como o estudo das grandezas diretamente proporcionais, apresentados em sala de aula e em Acompanhamento Pedagógico do PROEMI.

Parabéns pelo sabor e pela tradição cultural!

FELICO – A poesia na ponta do lápis!

FELICO 2017 – Oficina de Fuxico (Matemática) e Artesanato

O FELICO este ano ofertou aos participantes excelentes opções de workshops, cursos que finalizam sempre com produtos, devidamente socializados com toda a comunidade escolar. Artesanato; Fuxico e Matemática foram oficinas que remetem ao trabalho manual de tradição tão poderosa em nossa região.

A oficina de Artesanato foi ministrada pela bolsista do PIBID-UFRPE/UAG Daniele Oliveira com o auxílio de outra bolsista Pâmella Almeida, que produziu chaveiros e enfeites de porta de feltro com motivos que remetem à paz e religiosidade presentes em todos nós. Assim, nestas atividades privilegiou-se ainda reconhecer alteridade, os valores humanos e a tolerância, como prevê as Orientações Curriculares de Ensino Religioso para os anos finais do Ensino Fundamental.

Já a outra oficina oferecida foi ministrada pela prof.ª Vânia Silvestre e se utilizou de conceitos geométricos da matemática para produzir fuxico com toda beleza e delicadeza dessas produções artesanais de nossa vivência regional.

Parabéns aos nossos artesãos elvirianos!

FELICO – A Arte na ponta do Lápis!

FELICO 2017 – Oficina de Dança

O Festival de Literatura e Cordel procura oportunizar a todos participantes a chance de ter contato com a nossa tradição que reiteradamente estamos esquecendo. Aproveitando a polêmica dos forrozeiros versus sertanejos, o FELICO toma partido da nossa cultura, sem desconsiderar a multiplicidade que constrói nossa Identidade Cultural.

Assim, a oficina de Dança Popular, mediada pela bolsista do PIBID/UFRPE-UAG Karla Souza, estudou e organizou excelente apresentação de Forró, genuíno e nordestino, como aliás, são os que seguem a trilha deixada por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Azulão, Alceu Valença, Elba Ramalho e tantos outros que dignificam nossas Festas Juninas e este nosso mundo chamado Nordeste.

FELICO – A Arte na ponta do Lápis!

FELICO 2017 – OFICINAS DE TEATRO

 

 

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O Festival de Literatura e Cordel, mantendo a tradição de desenvolver as habilidades artísticas de nossos estudantes, ofereceu duas oficinas de adaptação de peças teatrais. Todas as atividades foram coordenadas sob a mediação da Prof.ª Valéria Diniz.

A primeira produção foi a adaptação do Baile do Menino Deus, texto de Ronaldo Correia de Brito e Francisco Assis Lima, privilegiou os participantes inscritos no turno vespertino. As ações para a configuração da adaptação antecederam ao período convencional do FELICO, por causa das necessidades de ensaios e outras demandas próprias dessas lidas pedagógicas.

A segunda oficina de dramaturgia, disponibilizada prioritariamente para os estudantes matutinos, foi o trecho de “O Cravo e a Rosa” que já é um adaptação livre da Megera Domada de William Shakespeare. A comédia, repleta de atrativos ao público jovem, teve a temática transposta para os nossos dias de forma a aumentar a aceitação de toda a história pela audiência.

Este ano, como inovação e como necessidade do FELICO, estas oficinas foram complementadas por uma outra, de Cenografia, que foi mediada pelo artista plástico Júlio César, ex-aluno da escola e voluntário neste excelente trabalho conjunto. Vide postagem sobre cenografia

Os resultados pedagógicos foram extraordinários e nos convida a reflexão acerca da possibilidade de estender novamente as apresentações para outros ambientes externos a nossa escola, como o Festival de Inverno de Garanhuns.

FELICO 2017 – Oficinas de Fotografia (em celular) e Mídias Digitais (produção de conteúdo)

Gêneros textuais informativos, visuais e tecnológicos são  chamarizes para o interesse do público jovem. O Festival de Literatura e Cordel organizou dois trabalhos específicos para lidar com essas demandas escolares e adolescente.

Um curso curto de composição fotográfica a partir do uso do próprio celular dos estudantes, mediado pelo bolsista do PIBID/UFRPE-UAG Victor Mateus, e  que observou o espaço escolar, as redondezas da instituição, poeticamente, com imagens excelentes que registraram um olhar pessoal e lírico do participante.

Outro workshop foi responsável pelo conteúdo informativo do evento, a cobertura. A Oficina de Mídias Digitais ficou responsável por tornar público os eventos que aconteceram durante o FELICO. Sob a mediação de outro bolsista do PIBID, Michael Fledson, recolheu conteúdo com entrevistas e imagens do processo de execução da culminância do FELICO.

Parabéns a todos!

FELICO, A Arte na ponta do lápis!

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FELICO 2017 – Oficina de Afeto

O FELICO 2017 inovou também nas oficinas oferecidas a nossa clientela. Uma delas, foi a que trata da psicologia do Afeto. Muito necessária no momento em que a escola, no geral, debate problemas como indisciplina, violência, uso de drogas e protagonismo juvenil. Ministrada pela professora Ana Paula que aproveita as ponderações em sala e reverbera o trabalho desenvolvido pelo PROEMI.

Segundo a docente como resultado “a oficina do Afeto estimulou à afetividade entre os alunos a partir da identificação das emoções e socialização de suas realidades de vida, oportunizando a verbalização dos sentimentos, tornando-os livres para a expressão do mundo interior. Estimulando a autoestima e o autoconhecimento.” A oficina contou ainda com a colaboração da professora Eleni Alves.

 

 

Projeto de Complementação de Carga Horária – Noturno

A Escola vivenciou, em 22/06/2017, com todos os alunos matriculados nas turmas do período noturno, o obrigatório Projeto de Complementação de Carga Horária. Estudantes e Docentes escolheram refletir sobre a temática que trata dos conjuntos de ecossistemas brasileiros. Segundo o IBGE há seis tipos de biomas continentais sendo apresentados em grupos, por turmas, os biomas da Amazônia, da Caatinga, do Cerrado, da Mata Atlântica, do Pantanal e do Pampa.

A riqueza das produções deveu-se ao empenho dos nossos estudantes e dos professores que orientaram o planejamento, a produção e a execução de todos os projetos, sempre como atividades extraclasse. Permitindo que se cumprisse o requisito legal de complemento da carga horária necessária para os cursos ministrados durante o período noturno.

 

 

 

 

FELICO 2017 – Oficina de Cordel

A Oficina de produção de cordel, ministrada pela professora Janaína Frias, nos orgulhou muito! O Cordel, assim como outros gêneros menos prestigiados como rap, hip hop, são objeto de estudo do FELICO e possibilitam de fato a inclusão e o protagonismo de nossos estudantes.

A professora Janaína produziu com os jovens textos poéticos que seguiram a pertinente temática da violência contra mulher. Parabéns a todos pelo excelente trabalho em consonância com a preocupação com os Direitos Humanos.

Como exemplo, a produção do aluno do 1º ano A, do PROEMI, José Oziel. Em tempo, respeitamos a linguagem informal típica e neste caso adequada:

Meu avô ensinou a meu pai
E meu pai me ensinou
Em mulher não se bate
Nem com uma flor

Sem mulher no mundo
Homem não pode viver
Tira a mulhe do mundo
Pra ver os estrago acontecer

E ela que cuida dos filhos
Ela que cuida da casa
E ainda lava sua roupa
O marido chega e bate
Mano que coisa louca

Machista prende a mulher em casa
Esconde ela do mundo
Ela não bota a cara na porta
Nem por um segundo

Mulher beija um cara
Na esquina de uma rua
Na hora outro grita
E a mulher escuta
Sabe o que ele gritou?
É puta

Nós homens nos achamos
Por que pegamos 1 2 3
Mulheres peguem também
Isso é escolhas de vocês

Eu falo isso minha gente
Com toda certeza do mundo
////////Porque minha mãe
Tá criando um homem
E não um vagabundo

Machista abram suas mentes
Elas tem que evoluir
Em vez de fazer mulher chorar
Façam elas sorrir

Homens querem escolher
Até o que elas vão vestir
Mulheres usem mesmo
A roupa que quiserem
E saiam pra se divertir

Isso lembra até uma história
Uma história muito bela
Sabe do que eu tô falando ?
A bela e a fera ….

A Fera não gostava da Bela
Até pegou ela é prendeu
Mas com um pouquinho de tempo
O coração amoleceu
Pois é meu fih
hahay o Amor Bateu

O homem tem que dar valor
A mulher que ele tem
Porque mulher boa no mundo
Não é qualquer um que tem

Machistas desse mundo
Minha indireta também cabe
Se não sabe cuidar da sua
Deixa ela procurar …
um alguém que sabe

A violência com mulher
Vem aumentando cada dia
Elas não merecem
Viver nessa agonia

O cara em casa e macho
O cara em casa e bravinho
Botou outro homem perto
Hahay, Ficou mansinho

Minhas rimas para todos
Porque eu sou sagaz
Tanto homem
Quanto a mulher
Tem os direitos iguais

Tanto cordeu como Rap
Não para nenhum segundo
E mudando um por um
Que a gente vai mudar o mundo

Não falo só pra vocês
Falo para todo mundo
Depois de Deus
Mulher a coisa mais perfeita
Que já existiu nesse mundo

 

 

 

 

 

FELICO 2017 – A Hecatombe de Garanhuns

Vivenciamos (em 22/06/2017), com o período noturno, como parte do Festival de Literatura e Cordel, uma envolvente explanação sobre um tema controverso de nossa história: A Hecatombe de Garanhuns. O Professor e historiador Cláudio Gonçalves de Lima fez apanhado pormenorizado dos fatos que culminaram com o violento período, bem como suas repercussões políticas, sociais e econômicas.

Agradecemos ao Professor Cláudio Gonçalves Lima pela excelente palestra e discussões sobre o passado de nossa cidade. É através da nossa história que construímos nosso futuro, nossa Identidade.

FELICO 2017
A Arte na ponta do lápis!